sábado, 3 de julho de 2010

Israel/Palestina/Rio de Janeiro

O documentário "PONTO DE ENCONTRO" feito pela brasileira Júlia Bacha com a colaboração de uma israelense, uma palestina e uma americana, prêmio de melhor documentário no Festival de São Francisco.



"A idéia do filme não é tomar partido", disse Júlia, o filme fala do encontro de Israelenses e Palestinos, da situação dos cidadãos que sofrem as pressões desses "estados" políticos, que vivem a dualidade de sentimentos, tragédias, um vivendo ao lado do outro, próximos, vizinhos, sem se reconhecerem ou terem um ponto de comunicaçaõ, são irmãos mas estranhos entre si.
Um filme sobre pessoas anônimas que vivem em Israel e na Palestina (Teritórios Ocupados=Samara e Judéia).
A cineasta tenta "encontrar nessa narrativa um ponto de encontro, um processo de reconciliação feito com justiça", algo que lhes seja similar, ela acredita que do "trabalho de discusão e debate surgirá o entendimento do conflito". Uma estudiosa do Oriente Médio, historiadora que fala como Antropóloga...



Eu tinha muita curiosidade em saber porque pessoas que chegam de viagem da Palestina ou Israel   se dizem sentir mais seguras lá do que aqui no Rio de Janeiro, este é um quentionamento que me atordoava, sempre procurei achar uma resposta, parece que agora surgiu alguma explicação. A Júlia também teve essa sensação de segurança e ela disse que sendo brasilera, estando nestes países eles não lhes dão a importância de cidadão e você passa que meio despercebido, basta que vc não frequente as zonas de conflitos, daí senti-se protegida.
Essa sensação de segurança também foi relatada por um grupo de escritores do qual participava Affonso Romano de Sant'Anna em visita a Israel, e outras pessoas que tive contato.



Voltando a Júlia, ela como cidadã do Rio de Janeiro sofre diretamente o medo e a violência da cidade, como indivíduo integrante desse cotidiano, é mais ou menos isto que entendi, por hora me satisfaz. Achei a entrevista da Júlia esclarecedora, bem intencionada, inteligente, ambiciosa, LEVANTANDO A BANDEIRA DA PAZ, não só entre Palestina e Israel mas a paz por um mundo melhor.
O documentário ainda está em São Paulo, espero ter a oportunidade de assistir quando chegar ao Rio. 

(Entrevista dada ao Canal FUTURA, 02/07/2010)   

quarta-feira, 23 de junho de 2010

José de Souza Saramago

Saramago:
mago das letras,
da ficção,
inversão, converção e inversão
da realidade,
sonho/fantasia,
realidade/ficção,
poesia,
prestigitador do destino,
quando embarcamos em seus romances e
nos julgamos eternos e cheios de vida ou morte,
com muitas possibilidades:
verdade/ficção,
realidade/visão,
dualidade,
mundos paralelos,
submundos,
FICÇÃO.

*16/11/1922- + 18/06/2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Teatro Municipal no Rio de janeiro

"Para mim, ir ao Teatro Municipal é bom, mesmo quando é ruim.Até quando o espetáculo não é lá essas coisas, só estar ali, no meio daquela belezura toda, já vale. Parece coisa de deslumbrada? Deve ser... "
Texto de Inês Amorim, editora interina do caderno Rio Show de O Globo de 28/05/2010

Compartilho desta mesma idéia, e ser for deslumbramento...... que seja, é o encantamento com a arte, com o sonho, parece na realidade um lugar mágico, nos sentimos, não sei por que um pouquinho donos deste espaço, como se tivéssemos participado de sua obra... Parabéns Teatro Municipal pela grande obra de restauração, você merece!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  

terça-feira, 8 de junho de 2010

Amigos

Amigos tenho,
tive,
de menos
demais, bacanas,
legais,
de telefone,
de a-mail,
de blogs,
orkut,
facebook,
twitter.
Virtuais, naturais.
Meus espelhos
meus eus
meus outros eus,
minhas moradias,
pensamentos, vida!!!!!
De Graça a Adma,
Mariza a Lili,
Cristina a Regina,
Cely/Margaret,
Dorinha, Silvinha....
E quem mais?????
Mais tem....
Mas não dá na cantoria.

domingo, 6 de junho de 2010

Martha Medeiros

Revista O Globo 23/05/2010

No que você está pensando?

Estava participando de um evento, quando uma moça se aproximou de mim e disse:
-Gostaria de saber sua opinião: sempre que eu pergunto para meu marido sobre o que ele está pensando, ele responde que não está pensando em nada. Isso é possível?
-Não, não é possível-respondi.-Não é possível que você pergunte para seu marido sobre o que ele está pensando. Você não tem pena do coitado?
Rimos, e trocamos de assunto.
O fato é que não é só ela. Muitas vezes compartilhamos o silêncio com alguém que amamos muito, mas o amor nem sempre é blindagem suficiente contra a insegurança, e aí aquele silêncio vai se tornando incômodo, aflitivo, até que, para não deixar o caladão ou caladona fugir para muito longe, surge a invasiva pergunta:
- No que você está pensando?
Pode acontecer durante uma viagem de carro, durante uma caminhada, até mesmo em frente à Tevê:
-No que você está pensando?
Estava pensando se o bolo desandou por eu ter colocado farinha de rosca em vez de farinha de trigo. Estava tentando lembrar se foi o Roberti Downey Jr. que fez o papel de Gandhi no cinema. Ele estava procurando entender como o elefante, sendo herbívoro, consegue ser tão gordo.
Como diria Olavo Bilac, certo perdeste o senso.
O pensamento é sagrado, o único território livre de patrulha, livre de julgamento, livre de investigações, livre, livre, livre. Área de recreação da loucura. Espaço aberto para imaginação. Paraíso inviolável.Se estivermos estranhamente quietos num momento em que o natural seria estarmos desabafando,o.k., é bacana que quem esteja ao nosso lado demonstre atenção. Você está aborrecido comigo? Está preocupado? Quer conversar? Está precisando de alguma coisa? Quem gosta de nós percebe quando nosso silêncio é uma manifestaão de sofrimento ou desagrado, e nos convocar para um diálogo é uma tentativa de ajudar.
Mas durante uma viagem de carro em  que está tudo numa boa e você esta apenas apreciando a paisagem? Durante uma caminhada no parque em que você está observando as diferentes tonalidades de verdes das árvores? Na frente da tevê, quando você está fixado na entrevista do seu cineatra preferido? Esse é o silêncio da paz, do sossego,e não merece ser interrompido pór suspeitas. Sim, até pode ser que você esteja pensando, durante a viagem, que o relacionamento de vocês também já foi longe demais. E que o parque seria um belo local para um encontro clandestino. De preferência com o cineasta da entrevista, que você nem imaginava ser tão bonitão. Sim, pode ser.
-Em que você está pensando?
-Em naddda, meu bem. Em nada.

Jorge Luiz Borges

"Penso que uma pessoa culta tem que ser ética. Por exemplo, costumava-se pensarque os bons são bobos, e que os malvados são inteligentes, e eu acho que não, eu acho que, de fato, é ao contrário. (...) identifico a maldade com a estupidez, e a bondade com a inteligência." Trecho de "Sobre a filosofia e outros diálogos" (Hedra) JLB

A ética é boa, justa, tem compaixão, respeita...Dá valor real  a uma acão. Não reverte o valor, é um pensamento futurita, não se preocupa com mediocridades.

naturalidade e força de vontade

Este é o exemplo de Marcelle Oliveira, não tendo parte do pé, mas praticando futebol e natação ( Globo Vídeos, domingo 30/05/2010).

A graça da Marcelle frente as câmeras nos trás notícias de mundo onde a força de vontade e naturalidade fazem de uma pessoa um modo de ser feliz e ao mesmo tempo dá uma injeção de ânimo para quem tem e quem não tem deficiência, vejam suas palavras...

"Quem vê de fora sempre vê dificuldade, eu não vejo dificuldade nenhuma"