´Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu
fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu quero
mesmo é isto aqui...
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E por aí vai. Esse poeta do sofrimento aludiu nesse momento
a um sentimento tão comum do nosso dia a dia,
mas de uma dor antiga tão doida
que só mãe pode sentir..
Dor de ver o filho crescer
patir de um pedaço de si
partir e "adultecer"
voar feito pássaro livre,
livre das algemas do lar
livre do afeto gemido, miado...
Nunca mais seremos os mesmos,
somos outras pessoas,
aquelas pessoas que se anularam
uma vida inteira,
para viver cobranças,
lembranças do meu tempo não era assim,
dane-se meu tempo,
já estamos sem tempo para rever
o mais importante
O SENTIMENTO.
"Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não
adianta eu tenho um beijo preso na garganta"
Eliane
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Ferreira Gullar 80 anos
Dia 10 de Setembro Ferreira Gullar faz 80 anos.
"Os 80 anos,para Gullar,não são a idade da consagração e das honrarias.São um momento em que,mais do que nunca,ele está pronto,talvez como nunca esteve, para ser o que é."(José Castello)
Livro recém- lançado de Ferreira Gullar:
"Em Alguma Parte Alguma"(Editora José Olympio).
Ferreira Gullar-Poesia
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém,
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão;
outra parte estranheza
e solidão
Uma parte de mim
pesa;pondera;
outra parte
delira
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta
Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente
Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem
Traduzir uma parte
na outra parte
-que é uma questão
de vida ou morte-
será arte?
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Casemiro de Abreu
O QUE É - SIMPATIA
(A uma menina)
Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.
Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.
São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.
Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agôsto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!
Indaiaçu - 1857.
domingo, 8 de agosto de 2010
NOVAMENTE kAFKA
" O FATO É QUE AS TUAS MEDIDAS EDUCATIVAS ACERTARAM O ALVO ;NÃO ME ESQUIVEI A NENHUMA INVESTIDA DA TUA PARTE; ASSIM COMO SOU, SOU O RESULTADO DA TUA EDUCAÇÃO E DA MINHA OBEDIÊNCIA."
Kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
monstro do inconsciênte
Kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
kafka
monstro do inconsciênte
domingo, 1 de agosto de 2010
Adoro ler José Castello
O outro continua buscando seu lugar, surge a nossa inexistência diante disso...Desconfiar para se jogar no futuro exige uma construção interna, me vejo e não vejo você, há uma busca nesta desconfiança que no fundo nos dá uma incerteza de somos completos, a insegurança, a dúvida atiça a curiosidade, surgem sensações que são traduzidas em felicidade, sentimentos de um ser poético movido por um mundo desconhecido mas que dá prazer..quando se há uma construção interna. (Eliane)
"Não importa o que os outro fazem da gente, mas o que a gente faz do que os outros fazem da gente".
(Jean-Paul Sartre)
Prosa e Verso - José Castello "Camus, o desconfiado"17/07/2010 Jornal "O Globo"
"Não importa o que os outro fazem da gente, mas o que a gente faz do que os outros fazem da gente".
(Jean-Paul Sartre)
Prosa e Verso - José Castello "Camus, o desconfiado"17/07/2010 Jornal "O Globo"
Assinar:
Postagens (Atom)
